Perdendo o zeitgeist

Meio país falando onde estava durante o Super Apagão de ontem.

E eu? Dormindo em casa. Só fui saber o que aconteceu hoje de manhã…

Da série: sarnas que arranjo para me coçar

Não podia ter momento menos propício para aceitar participar de uma brincadeira destas, mas que se dane: a partir de 1o. de novembro, faço parte da massa de autores que vão tentar escrever um romance de 50 mil palavras em um mês.

(link específico do livro quando começar a competição). 

Que as musas não deixem que as ideias me sumam da memória. E que as farmácias que frequento tenham amplo estoque de Dorflex para minhas tendinites!

Mondo Mistral: ora, Klimt!

Tem esse programa no meu computador do trabalho que mostra uma obra de arte por dia. E hoje calhou de aparecer um dos meus quadros preferidos: O Beijo, de Gustav Klimt.

Digam-me vocês: tem maneira melhor de começar o dia?

Coisas que aprendi nos últimos três dias

Que é possível ter bolhas em cima de bolhas – em cima das bolhas anteriores.

Que é possível encontrar gente mais viciada em café do que eu.

Que é possível cruzar a Av. Paulista a pé, quase de ponta a ponta, em meia hora às seis da tarde, desde que você tenha um curso importantíssimo às seis e meia lá na estação Vergueiro.

Que é possível fazer quatrocentas coisas ao mesmo tempo – com bolhas em cima das bolhas que já estavam em cima de outras bolhas – e ainda ser feliz.

Confidencial

おかげさまです、仕事を持ちますよ!

(não me peçam para traduzir agora. São boas novas e é tudo que digo no momento).

Um certo planejamento natalino (por falar nisso)

Não adianta – é minha época preferida do ano. Desisto de lutar contra a corrente. E já estou com a fita métrica em punho procurando o lugar perfeito para colocar uma árvore de Natal neste apartamento.

Nos últimos dois anos, tive árvores-bonsai: orgulhosos trinta centímetros (ou menos) num canto da bancada da cozinha ou na estante da sala. Neste ano, espero investir numa árvore minimamente decente.

E o que considero decente? Primeiro, apesar de ser de plástico, tem que ter cara de árvore, não de conjunto de escovas de lavar garrafa. Tem que ter porte, uma certa classe e não pode desmontar com peso de enfeites.

Segundo, tem que ser verde. Nada desses modismos de árvore preta ou prateada (ou pink, como vi em Norwich), nem com imitação de neve nos galhos. Verde. E ponto final.

Terceiro item, nem alta demais (algo que demande uma escada Magirus para colocar os enfeites – tipo a árvore de Natal da casa dos meus pais), nem pequena demais (que demande uma lupa para os convidados verem os enfeites).

Quarto e último item: não pode ser muito cara. Tem que durar alguns feriados,  mas não pode me comprometer o orçamento agora, senão o “ho ho ho” vira um “o quê?!” na hora de pagar o cartão de crédito…

Que comecem as buscas!

Da série “o Natal começa cada vez mais cedo…”

OK, os enfeites estão à venda na 25 de Março já faz um tempo.

E panetone fora de época nas padarias e supermercados nem me assusta tanto.

Agora, as crianças da escola ao lado de casa ensaiando “Bate o Sino” e “Noite Feliz” em pleno mês de outubro já é demais para a minha paciência!

Memórias de uma apresentação num coral japonês

As salas de aula da minha escola viraram camarins para os corais – no caso, vinte e três deles. Como éramos o “time da casa”, tivemos um “camarim” exclusivo (a sala de audiovisual). Como a maestrina é a mesma para quatro grupos, tivemos um aquecimento vocal coletivo – achei que iam acabar botando a porta abaixo com tanto arpeggios e oitavas.

O burburinho de antes de entrar em cena é um estupefaciante tremendo. Pena que junto vem o nervoso. Tem gente que senta e não fala, que anda e  não fala, que tenta puxar papo até com o galão de água – e tem quem faça tudo isso num espaço de quinze  minutos. Tipo eu, por exemplo.

Os uniformes foram uma cena à parte – coral que se preza tem que ter um, e de togas até camisetas coloridas, os participantes vieram à caráter. O nosso uniforme é simples: calças pretas, camisa branca e uma echarpe vermelha. E  ainda assim teve polêmica de monte: camisa de manga comprida ou de manga curta? Camisa por dentro ou por fora da calça? E por que a echarpe da Anna-san bate no umbigo enquanto a de todas as outras cantoras quase pára nos joelhos? (resposta óbvia: porque eu tenho quase trinta centímetros a mais de altura do que o resto das cantoras!).

Nosso barítono estava elegantíssimo de terno e gravata. Ele é exemplo de um problema clássico em corais e grupos de teatro amadores: mulheres demais, homens de menos. Creio que por isso é possível ouvi-los de longe. Os tenores do coral da Asebex, por exemplo, são sonoríssimos (e muito simpáticos).

Entrada em cena e um problema de acústica encontrado: a platéia nos ouve muito bem – em compensação, no palco, parece que está todo mundo cantando sozinho, apesar de quase grudados uns nos outros. Tudo bem, dá-se um jeito para tudo: quatro músicas, aplausos do público, flores e certificado para as chefes do bando e de repente terminou.

Sempre fica um vazio do tamanho do mundo quando uma apresentação acaba, uma mistura de saudade com pânico (brevíssimo) por não ter mais a expectativa que move os ensaios. A vantagem é que sempre tem mais um festival, mais uma apresentação à frente. Sempre existe pelo quê esperar. Que venha o próximo show!

Opinião olímpica (e inútil)

Estou torcendo para Tóquio. Nós não podemos nem com nossas calças, como diriam os antigos – que dirá com um troço como as Olimpíadas!

Isso dito, estou esperando o resultado e ver como é que a coisa segue..

Atualizado 14:00 – Deu Rio. Agora a gente que agüente o rojão!

Pretensão

A minha, no momento, é chegar viva até domingo, quando tem apresentação do coral. Depois disso eu penso em alguma outra coisa.