Mistral Gagnant

…pôquer em família. Teve parente que foi obrigado a jogar de regatas para não ter onde esconder cartas. E ainda assim roubou-se mais na mesa de jogo do que no Congresso Nacional!

…biquininho selvagem. Por conta de um erro na hora de embrulhar os presentes da irmã médica, acabei com o dito microquíni com estampa de oncinhas, que só iria caber em mim se eu nascesse de novo – e minha irmã magrela, com um maiô de pin-up duas vezes maior que ela. Destrocamos os pacotes, claro, mas não deu para perder a piada.

…”Crepúsculo”, com três gerações de mulheres da família diante da telinha. Até as avós se derreteram pelo Robert Pattinson. (se me perguntarem, eu sou do time do lobisomem. Nunca li os livros, mas um vampiro que brilha ao sol não é muito minha praia).

…especial do “Doctor Who” baixado às pressas. Saudades de Norwich. Que novidade.

mince pie feito em casa sem a gordura hidrogenada, doces com sucralose e menos vinho do que de costume. A dieta podia esperar até dia 4 de janeiro, mas por que não dar uma força?

…especial do Roberto Carlos que ninguém viu em casa – um fato inédito!

***

O Réveillion, pelo visto, promete tanta zona quanto. Vejamos como será. 🙂

Deu para perceber que foi um mês corrido, não?  Dia 21 agora e eu escrevendo como se já fosse dia 25. Fazer o que? É o espírito corrido. E foi a única hora do dia que deu tempo de pensar no assunto.

Entre mortos famosos e feridos queridos (uma amiga distendeu o tendão do pé e está de andador; outro amigo não viu o poste atravessando a rua, mas sobreviveram – ele e o poste – com arranhões diversos), estamos aí, fechando as agendas de 2009. Todo mundo mais ou menos inteiro, pelo menos até aqui. Foi um ano tenso, mas divertido. Já dizia (eu acho) Virgílio – um dia olharemos para o que nos aconteceu com alegria.

E eu já tenho coisa para fazer até, pelo menos, fevereiro de 2010. Vocês não queiram ver o estado da minha novíssima agenda, já empilhada na mesa do escritório! Dá até para ficar com medo – o futuro impresso e esperando.

Está nevando na Inglaterra e chovendo à cântaros por aqui (a água está dando trégua enquanto escrevo, mas vá saber…). E eu tentando aplacar a saudade de lá com receitas feitas por aqui. Minha casa – com árvore de Natal e presentes e restos de laço de fita e papel de presente para todos os lados – parece uma confeitaria em escala micro. 2009, entre outras coisas, foi o ano em que eu descobri que sabia fazer doces.

Vamos nessa, que o futuro nos espera. Feliz Natal adiantado pra vocês aí!

É verde e  bem grande (bom, 1,80m é grande o suficiente para mim), cheia de luzinhas, lanternas japonesas, meias tricotadas especialmente para a ocasião (com restos de lã de todos os outros projetos feitos durante o ano) e enfeites vindos duns lugares muito estranhos.

Não é só uma árvore de Natal – mais parece um resumo da minha vida…!

  1. Decididamente, S. Paulo não está preparada para receber estrangeiros. Ponto. Pessoal de turismo: aprendam e treinem idiomas. Nós, os amigos-de-gringos exaustos de tanto traduzir, agradecemos encantados.
  2. Isso posto, surpreendi-me com os garçons da churrascaria onde levamos o inglês para jantar. O lugar não é ponto turístico nem de longe, mas quase todos sabiam oferecer os pratos em inglês correto. Atitude a ser incentivada.
  3. Creio que devolveremos à terra de dona Elizabeth II um homem viciado em guaraná, catupiri e polenta.  Encantadíssmo também com brigadeiro e torta holandesa. E com o rodízio de churrasco. E com pizza de “four cheeses”.
  4. “Dirigir táxi por aqui é punição para prisioneiros”  foi o comentário mais apurado sobre o trânsito de SP que eu já ouvi.
  5. Converti o visitante ao Corinthianismo: ele comprou uma camisa do alvinegro da ZL (com o número do Ronaldo, who else?) de lembrança.

De resto, ele volta para casa levando um pouco de São Paulo e deixando aqui uma saudade tremenda, cheia de risadas e olhares novos para coisas que eu achava que já conhecia.

Meio país falando onde estava durante o Super Apagão de ontem.

E eu? Dormindo em casa. Só fui saber o que aconteceu hoje de manhã…

Não podia ter momento menos propício para aceitar participar de uma brincadeira destas, mas que se dane: a partir de 1o. de novembro, faço parte da massa de autores que vão tentar escrever um romance de 50 mil palavras em um mês.

(link específico do livro quando começar a competição). 

Que as musas não deixem que as ideias me sumam da memória. E que as farmácias que frequento tenham amplo estoque de Dorflex para minhas tendinites!

Tem esse programa no meu computador do trabalho que mostra uma obra de arte por dia. E hoje calhou de aparecer um dos meus quadros preferidos: O Beijo, de Gustav Klimt.

Digam-me vocês: tem maneira melhor de começar o dia?

…Anteriormente por aqui…

Mistral Mini (em testes)